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Quando um estudante está se preparando para o vestibular, ele se vê diante da necessidade de absorver uma grande amostra do conhecimento que a humanidade já produziu até hoje, ao longo dos milhares de anos de existência.  

Precisa entrar lidar com dezenas de livros e apostilas, aulas presenciais e à distância e, ainda, com vasto mundo da internet. As horas e horas de estudo se tornam repletas de fórmulas de matemática, química e física, fatos históricos e geográficos, regras gramaticais, enfim, todo um infindável volume de informações.

Com isso, surge uma das principais reclamações dos vestibulandos: a dificuldade de lembrar todo o conteúdo. Nesse caso, utilizar um mapa mental pode auxiliar os estudos de uma maneira prática e bastante natural.

Para ajudar você a entender o que é o mapa mental e como fazê-lo, escrevemos este post. Acompanhe!

O que é o mapa mental?

Há quem diga que o mapa mental já era utilizado por Leonardo da Vinci e outras grandes personalidades do passado. No entanto, existe uma divergência entre quem teria sido o sistematizador oficial da técnica.

Alguns afirmam que, originalmente, ela foi desenvolvida pela professora norte-americana Evelyn Wood, a mesma que inventou a leitura dinâmica. Outra corrente, que é bastante aceita, diz que foi o educador britânico Anthony Peter “Tony” Buzan quem, nos anos 1970, sistematizou o que hoje é conhecido como um mapa mental.

De fato, foi Buzan quem organizou um sistema de criação de mapas mentais, sugerindo sete passos que veremos mais adiante. Esses passos dão a receita para a utilização da técnica, que nada mais é do que a representação gráfica de um conjunto de informações, dispostas de maneira a facilitar sua assimilação.

O mapa mental aproveita todas as habilidades do cérebro, a partir da utilização de palavras, imagens e números em conjunto com a lógica, ritmo, cores e consciência espacial, com o objetivo melhorar o aprendizado e a capacidade de estabelecer conexões.

Dessa forma, essa técnica estimula os dois lados de cérebro. O lado esquerdo fica com a responsabilidade de assimilar as palavras-chave e de hierarquizar as informações, enquanto que o lado direito se encarrega de fazer a junção e a interpretação de cores e de imagens.

Mas só parece complicado. O mapa mental é uma técnica simples e eficiente, que permite a organização do pensamento, facilitando a compreensão de um conjunto grande de conteúdo.

Material necessário e preparação

De acordo com Buzan, para que alguém possa elaborar um mapa mental, basta reunir um conjunto de lápis ou canetas coloridas, uma folha de papel em branco sem pauta, o próprio cérebro e a imaginação.

Porém, antes de partir para a produção do mapa propriamente dito, é preciso uma preparação, que deve ser feita por meio da leitura cuidadosa das informações que precisam ser assimiladas.

Durante essa leitura, é interessante grifar ou destacar com uma caneta marca-texto o que for importante no conteúdo, buscando identificar palavras-chave que caracterizem as informações a serem gravadas.

Após essa preparação, o estudante está pronto para a elaboração do mapa, que deve ser feito utilizando os sete passos a seguir.

Sete passos para o mapa mental

Acompanhe os sete passos definidos por Buzan, e entenda como é simples criar um mapa mental:

Passo 1

O mapa deve partir do centro de uma página em branco, posicionada na horizontal. Essa origem central da ilustração permite inteira liberdade para que as demais imagens se espalhem em todas as direções. Assim, o cérebro pode se expressar de maneira livre e natural.

Passo 2

No centro, desenhe ou cole uma imagem que identifique o assunto a ser tratado. Essa imagem fará com que a mente se concentre neste tópico, permitindo ao cérebro entender rapidamente todas as informações adicionais acrescentadas, pois estarão conectadas àquele tema central.  

A partir daí, surgirão ramificações, que devem ser coloridas. Quanto mais cores você utilizar, melhor será o seu mapa. Afinal, as cores são capazes de criar sensações especiais para o cérebro, da mesma forma como acontece com as imagens.

Além disso, elas deixarão o seu mapa vibrante e sua essência criativa ficará estampada nele, o que tornará a tarefa divertida. Assim, vai ser preciso menos esforço para aprender e a atividade ficará mais leve e agradável.

Passo 3

A partir da imagem central surgirão os ramos principais, onde estarão escritas as palavras-chave que identificam informações mais relevantes. Utilize letras maiúsculas grandes, que permitam uma leitura fácil, e procure abreviar as palavras sempre que possível.

Lembre-se de que você está criando um mapa e não reproduzindo o texto que está no livro. Portanto, busque simplificar a escrita nos ramos. As informações mais complexas devem ser quebradas em partes menores, que ocuparão os ramos de segundo e de terceiro nível.

O raciocínio empregado para determinar quais são as palavras mais importantes relacionadas ao conteúdo já vai ajudá-lo a entender melhor a matéria.

Passo 4

Conecte os ramos se houver relação entre eles. Essa medida é interessante porque o cérebro funciona por associação, tornando mais fácil para ele se lembrar das informações que estão relacionadas entre si.

Passo 5

Desenhe os ramos curvados, como se fossem galhos de árvores. O nosso cérebro acha as linhas retas muito chatas e prefere as linhas curvas.

Passo 6

Coloque apenas uma palavra-chave em cada linha. Isso torna as informações mais fáceis de serem percebidas dentro do mapa.

Passo 7

Use e abuse das imagens, elas tendem a evocar mais estímulos do que as palavras, estimulam a concentração cerebral e evitam a dispersão.

O mapa mental e a lógica do aprendizado

Tudo na vida ocorre a partir de uma sucessão de acontecimentos. Da mesma forma, os conhecimentos que precisam ser assimilados para o vestibular são compostos por informações que se inter-relacionam, antecedendo ou sucedendo umas às outras ou, ainda, ocorrendo simultaneamente. 

Fatos históricos surgem a partir de contextos políticos, econômicos e sociais. Fórmulas da matemática, da física e da química representam as consequências de cálculos ou de reações. Organismos vivos e dados geográficos também se agrupam de forma lógica e relacional. Até mesmo as redações podem ser planejadas obedecendo algum meio de organização.

Sendo assim, quando você utiliza mapas mentais para representar a organização dos conteúdos visualmente – o que torna as informações facilmente identificáveis e contextualizáveis –, você começa a perceber a relação que existe entre elas, e a assimilação do conteúdo ocorre de maneira natural e, em boa parte das vezes, permanente.

Agora que você já descobriu como utilizar um mapa mental na preparação para o vestibular, que tal dividir esta informação com os amigos nas redes sociais?

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