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Há alguns anos, o Brasil e o mundo têm vivido uma grande revolução na área da educação e, por consequência, aberto mais portas àqueles que são especializados, capacitados e estudados.

Na época de nossos avós, essa realidade era muito diferente. Um homem que mal soubesse escrever, por exemplo, poderia começar a trabalhar em uma empresa e construir seu caminho até um cargo de gerência, através do conhecimento adquirido no dia a dia.

Hoje, os novos profissionais que entram pela primeira vez no mercado de trabalho já devem estar preparados, com cursos de especialização no currículo e, de preferência, uma faculdade na área.

Apesar dessa transformação no quadro do mercado, outra mudança também ocorreu de uns anos para cá. O que antes era inacessível para muitos, hoje é algo totalmente palpável, graças ao financiamento estudantil: o diploma universitário.

Seja nas instituições públicas ou privadas, conquistar um título acadêmico está mais fácil, graças à ajuda dos financiamentos. Se você sonha em ingressar em uma faculdade, acompanhe agora nosso post e descubra como conseguir o melhor plano de pagamento para você.

O que é o financiamento estudantil?

O financiamento estudantil é uma modalidade de parcelamento que favorece alunos de instituições particulares, especialmente os de baixa renda, que não teriam condições de arcar com os custos integrais do valor das mensalidades de um curso superior.

Esse sistema pode ser contratado tanto em órgãos federais, como no caso do FIES (Programa de Financiamento Estudantil – Governo Federal) e do PROUNI (Programa Universidade para Todos), como também em instituições particulares, que é o caso de bancos e, até mesmo, dos próprios locais de ensino onde você for estudar.

O programa de financiamento visa, então, reduzir o peso de custear toda a mensalidade durante o curso, transferindo essa dívida para após a formatura. Essa regra, porém, pode ser alterada, dependendo do programa escolhido.

Por exemplo, para os alunos que adquirem o PROUNI, o programa dá bolsas integrais ou parciais, dessa forma, o aluno fica descompromissado com os valores ofertados, não precisando efetuar o pagamento posteriormente.

No caso dos financiamentos realizados por bancos ou instituições financeiras, o prazo pode variar de lugar para lugar. Algumas dão a opção ao aluno de pagar metade do valor das mensalidades e a outra metade logo em seguida, quando acabar o curso. Outras poderão dar descontos e, até mesmo, prolongar mais os pagamentos.

A seguir, você irá encontrar mais detalhes sobre cada um desses sistemas.

Quais estudantes podem participar?

O primeiro requisito básico que qualquer aluno que busca um financiamento estudantil precisa ter é estudar em uma instituição de ensino particular. Afinal, são elas que geram custos e despesas mensais para o aluno.

A partir daí, é preciso analisar se seu perfil se encaixa nos critérios socioeconômicos exigidos para a contratação dos planos ofertados. Para avaliar esse ponto, é necessário esmiuçar cada um dos tipos de financiamentos disponíveis. Confira.

FIES

Esse tipo de fundo estudantil só poderá ser obtido por alunos que preencham os seguintes requisitos:

  1. Ter renda familiar per capita menor ou igual a dois e meio salários mínimos.
  2. Ter participado de alguma edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) a partir do ano de 2010, além de ter obtido na prova uma nota mínima de 450 pontos e nota na redação acima de zero.
  3. Não ter concluído algum outro curso superior.

Também é possível que participem desse programa, independentemente de ter, ou não, realizado o Enem, estudantes que possuam condição de professor integrante da rede pública de ensino. Para isso, é preciso que o candidato esteja em exercício no magistério da educação básica e que também esteja se inscrevendo para cursos de Normal Superior, licenciaturas ou Pedagogia.

Instituições de Ensino e Financiamento Privado

No caso dos créditos fornecidos pelas instituições de ensino ou financiamentos privados, como bancos, há menos restrições quanto ao perfil do candidato, focando especialmente nas suas condições financeiras.

Sempre que for solicitada uma dessas opções para o abatimento das mensalidades, a financiadora exigirá alguns documentos do aluno, do responsável e de um fiador. Com esses dados em mãos, é feita uma análise de viabilidade financeira para averiguar se o aluno ou o responsável terão condições de arcar com os futuros pagamentos.

É fundamental consultar os regulamentos das instituições credoras, uma vez que cada uma possui critérios de aceitação diferentes, com maior ou menor rigidez.

A oportunidade dada pelo governo através do FIES

Desenvolvido e financiado pelo Ministério da Educação, o programa do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), vem ajudando muitos alunos a, finalmente, conquistarem seu sonho de cursar uma faculdade e adquirir um diploma de curso superior.

O sistema vem financiando cursos não gratuitos e com avaliações positivas no SINAES – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior.

Criado em 1999, o FIES já passou por diversas revisões e, hoje, de acordo com a resolução nº 4.432, de 23 de julho de 2015, publicada no Diário Oficial da União em 27 de julho de 2015, todos os contratos do programa, que forem firmados após a data desta publicação, estarão sujeitos a taxas de 6,5% ao ano.

Quais são as condições de financiamento para esses contratos?

Uma das principais mudanças no contrato do FIES, a partir do segundo semestre de 2015, foi a unificação das tarifas anuais de juros. Desde de 2009, havia uma diferenciação nas tarifas, sendo que, para os cursos de Normal Superior, Pedagogia e licenciaturas, a taxa era de 3,5% a.a. Já as demais eram 6,5% a.a. Hoje, em qualquer curso, é aplicada a cobrança de 6,5%a.a.

Além disso, o contratando deverá pagar, a cada trimestre, um valor em torno de R$ 50,00 referente aos juros incidentes sobre seu financiamento.

Após o término de todo o curso, os alunos terão 18 meses de carência até começar a pagar ao governo o financiamento oferecido. Entretanto, durante esse período, será necessário continuar pagando o valor trimestral de R$ 50,00.

O prazo determinado para o pagamento das parcelas do financiamento estudantil pode se estender por até três vezes o período do curso.

O que mudou no FIES?

Além da taxa de juros, que foi unificada no segundo semestre de 2015, o FIES apresentou outras mudanças durante a mesma revisão:

  • A condição para concessão do financiamento aos estudantes baseada na renda per capita da família, que antes determinava que esta não poderia ser superior a até 3 salários mínimos, passou a ser de até dois e meio.
  • Foi dado prioridade para os alunos que escolherem cursos classificados com conceito 4 e 5 no SINAES.
  • As ofertas passaram a priorizar, também, cursos nas áreas de formação de novos professores (Normal Superior, Pedagogia e licenciaturas), saúde e engenharias.
  • Houve uma ampliação na oferta de financiamentos para cursos localizados nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com exceção do Distrito Federal.
  • O benefício ofertado ao aluno passou a ter como base as notas obtidas no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
  • Alunos beneficiados pelo FIES passam a ter um desconto de 5% no valor de suas mensalidades, ofertado diretamente pelas instituições de ensino.

Como fazer a solicitação?

A partir do momento em que você se vê dentro dos requisitos básicos apresentados acima, é hora de fazer a inscrição para o programa e reunir todos os documentos que forem necessários.

A inscrição pode ser realizada tanto por alunos com o curso superior em andamento quanto por aqueles que foram recentemente matriculados. Os interessados em participar de todo o processo seletivo para o Fundo de Financiamento Estudantil devem se inscrever no site do programa, no Sistema de Seleção do FIES e fazer seu cadastro.

O que fazer após concluir a inscrição pelo SisFIES?

Encerrada sua inscrição pelo site oficial do programa, para poder finalizar o processo, o estudante deverá:

  • Validar suas informações junto à CPSA (Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento) da instituição escolhida, em um prazo de até 10 dias após a conclusão de sua inscrição.
  • Se dirigir ao agente financeiro do FIES optado, também em um prazo de até 10 dias, agora contados após três dias úteis à data de validação dos dados na CPSA.

Atenção!

Caso haja a apresentação de documentos ou informações falsas em algum momento desse processo, poderá implicar na reprovação do aluno junto ao programa. Caso a fraude seja apurada somente após a formalização do contrato para o financiamento, isso irá ocasionar o encerramento imediato do mesmo.

O financiamento estudantil privado

Agora que você já conhece bastante sobre o FIES, vamos analisar algumas outras opções disponíveis, como o financiamento estudantil privado.

Este tipo de financiamento pode ser realizado através de bancos ou de empresas especializadas nesse tipo de atividade, como o PRAVALER. Uma grande vantagem de quem opta pelo PRAVALER, é que você pode somá-lo ao PROUNI ou FIES, caso sua bolsa não seja de 100%.

Antigamente, essas opções não eram economicamente agradáveis ou mesmo viáveis, uma vez que os juros, nas instituições privadas, giram em torno de 7 a 8% ao ano. Porém, com o aumento dos juros do FIES, de 3,5% para 6,5% a.a., a diferença tornou-se relativamente pequena.

Dependendo do curso e da instituição escolhida, essa situação pode acabar se revelando mais vantajosa, como no caso do Centro Universitário Una, que mantém parceria com o crédito PRAVALER, garantindo juro zero no financiamento.

Apesar dos juros ainda estarem um pouco acima do financiamento governamental, o crédito educativo por instituições privadas possui alguns grandes benefícios. Por exemplo, estudantes que não se encaixam nos critérios socioeconômicos estabelecidos pelo FIES podem encontrar ajuda nessas empresas especializadas.

Assim, caso você tenha interesse em cursar Medicina, que possui mensalidades na faixa de quatro mil reais, porém não se enquadra no perfil estabelecido para a utilização do FIES, vale a pena pesquisar entre as opções privadas.

O crédito dado pela própria instituição

Algumas instituições possuem um programa próprio de crédito para seus estudantes. Esse programa é chamado PEP – Parcelamento Estudantil Privado.

Uma das maiores e mais importantes diferenças nesse serviço é que, como seu próprio nome diz, trata-se de um parcelamento dos serviços e não um financiamento. Sendo assim, a instituição possibilita que seus estudantes possam pagar as parcelas com maior segurança, além de trabalhar com valores mais vantajosos do que os encontrados nos financiamentos.

Nessa modalidade, o estudante interessado poderá parcelar até 70% do valor de seu curso e começar a pagar somente após já estar formado, sem incidência de juros.

É importante salientar que esse programa é oferecido somente por algumas instituições de ensino. Ele também é focado em alunos ingressantes em cursos presenciais e não possui ligação com nenhum programa do governo federal.

Como verificar a possibilidade?

Para aqueles que contam com essa opção como forma de facilitar a entrada em um curso superior, é importante buscar os locais específicos que oferecem esse programa. Hoje, o PEP é ofertado somente pelas instituições UNIME, UNIDERP, UNIC, Pitágoras, Fama e Anhanguera.

Para poder se candidatar ao benefício, o procedimento inicia com a seleção comum: faça a sua inscrição para o vestibular do curso optado, em uma das faculdades ou universidades participantes do programa. Depois dessa etapa, como em qualquer prova agendada, apresente-se no dia marcado na unidade e realize sua nova prova.

Com a divulgação oficial dos resultados das provas seletivas é que você poderá ter a ciência de sua aprovação na instituição. Assim, ao realizar sua matrícula, basta você informar sobre seu interesse em participar do PEP e, então, aderir ao parcelamento especial.

Se você está interessado nessa opção, mas não está matriculado em uma das faculdades participantes, poderá solicitar sua transferência acessando o portal do parcelamento.

Ao acessar o portal, você precisará preencher um formulário onde irá informar todos seus dados, o nome da instituição, o curso que está exercendo, seu e-mail e a sua localidade e, então, aguardar um retorno do local optado.

O financiamento oferecido pelos bancos

Hoje, são poucos os bancos que ainda mantém sistemas próprios de financiamento estudantil, especialmente pela popularização do programa do FIES, mas ainda há opções disponíveis para aqueles que optarem por esse meio.

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal trabalham atualmente com o FIES, mediando as negociações entre o estudante, a instituição de ensino e o governo. Por esse motivo, os dois bancos não possuem programas independentes.

Outros bancos, como Santander, podem oferecer financiamentos de até 100%, mas somente para cursos de extensão, como pós-graduação e MBAs. Ou seja, essa opção não está disponível para cursos a nível de graduação.

Atualmente, o banco Bradesco é o único que auxilia os alunos a pagar suas mensalidades para cursos de graduação no ensino superior. Através deste financiamento, você terá 12 meses para pagar cada semestre do seu curso, e o valor será debitado automaticamente na sua conta corrente, com a primeira parcela somente para 30 dias após do fechamento do contrato com o banco.

Como se inscrever?

Como o financiamento se dá por semestre, a cada novo ciclo iniciado é preciso que o aluno procure novamente a instituição financeira e renove seu financiamento.

Para essa etapa, pode haver algumas diferenciações na burocracia da recontratação, dependendo da instituição e de possíveis alterações em seu cadastro entre um período e outro.

De toda forma, ao solicitar um financiamento pelo banco, o primeiro passo será abrir uma conta nele, caso ainda não tenha. O próximo passo será solicitar uma declaração de aptidão em sua faculdade e, com isso em mãos, se dirigir até a agência de sua escolha para solicitar o financiamento estudantil.

Atualmente, o banco Bradesco atua em parceria com as seguintes faculdades: Unipiaget, Ibmec, ESPM, Iesa, Faculdade Metropolitana de Caieiras, Insper, Unifran e Unijorge. Assim, somente alunos integrantes destas parceiras poderão solicitar o crédito.

É preciso fazer o vestibular normalmente?

Para todas as opções apresentadas até aqui, essa questão é unânime: antes de buscar um financiamento para custear as mensalidades do seu curso, você precisará ter feito a prova do vestibular, ter sido aprovado e estar devidamente matriculado na instituição de ensino à sua escolha.

A única exceção aqui, mas não totalmente, é em relação ao FIES, que solicita não a prova de vestibular, mas a do Enem como pré-requisito para a contratação. Ainda assim, você terá de estar aceito e matriculado no local de estudo desejado, para só então entrar com os registros e documentações solicitadas para a contratação do financiamento estudantil.

É possível financiar um curso a distância?

Com a crescente onda de cursos no sistema de Educação a Distância (EAD), também cresce a procura pelo financiamento estudantil para essa modalidade de estudos.

No entanto, ainda não são todas as formas de financiamento que aceitam essa metodologia de ensino. O FIES, por exemplo, trabalha somente com cursos 100% presencias. A boa notícia é que o Ministério da Educação já vem estudando a inclusão dessa modalidade em seu projeto para, assim, beneficiar alunos que cursam suas áreas de interesse de forma não presencial.

O programa PRAVALER já contempla os alunos que assistem suas aulas à distância. Ou seja, para quem busca aumentar seus conhecimentos, garantindo a continuidade dos estudos e um diploma de ensino superior, mas não dispõe de tempo para estar presencialmente nas aulas, nem de verba para arcar com o valor integral das mensalidades do curso, essa é a opção mais adequada.

4 dicas para ter o financiamento aprovado

Agora que você já se informou e identificou a melhor solução financeira para quem busca fazer um curso de EAD, o melhor é garantir ser aprovado no processo seletivo, não é mesmo? Consulte o edital do processo da instituição escolhida e organize um bom plano de estudos.

E para ter certeza de que você vai conseguir ser aprovado também no processo de financiamento, confira as 4 dicas abaixo.

1. Encontre uma faculdade conveniada com o PRAVALER

O programa PRAVALER já possui 400 instituições de ensino filiadas. Também já são quase 100.000 alunos beneficiados por essa opção. Com base nisso, antes de escolher o local onde irá estudar, tenha certeza de que seja um dos parceiros do programa.

2. Comprove uma renda que seja, pelo menos, duas vezes o valor da mensalidade

Esse é um dos requisitos para que seu cadastro possa ser aprovado logo de início. A companhia faz essa solicitação para garantir que você não comprometa uma parte muito grande de sua renda e fique prejudicado na hora de pagar as parcelas do financiamento.

3. Esteja com o nome limpo

A consulta do nome do aluno ou do responsável financeiro aos órgãos de proteção ao crédito é a segunda etapa de seleção dos candidatos à contratação do programa.

Se você não possui nenhuma restrição desse tipo, com certeza não haverá nenhum empecilho no momento de firmar o acordo junto à instituição.

4. Tenha um e-mail válido, que você usa com frequência

Apesar desse item ser muito simples, também é muito importante. Como o processo é quase todo feito virtualmente, é fundamental que haja um bom canal de comunicação entre você e o programa. Assim, forneça um endereço de e-mail que seja fácil para você acessar com frequência.

Dica importante

Caso você não consiga comprovar seus rendimentos no ato da contratação, ainda há uma segunda opção: busque alguém que possa ser seu fiador. Essa pessoa será um parceiro muito importante nesse estágio e ficará como responsável por absorver as parcelas caso você tenha algum imprevisto.

Esse fiador poderá ser algum parente ou amigo, o importante é que ele aceite se responsabilizar pela dívida em seu lugar em caso de emergências.

Atenção!

Depois de todo esse procedimento para conseguir contratar um bom financiamento, você não pode esquecer de renovar o programa todo semestre, caso contrário, poderá acabar perdendo ele, ok?

Não deixe de cursar a faculdade dos seus sonhos

Deixar de cursar o ensino superior, hoje em dia, por dificuldades em pagar as mensalidades não é mais uma opção. Você não precisa, e nem deve ignorar que o valor de um curso desses pode ser um pouco puxado, especialmente quando se tem rendas inferiores. Porém, há muitos recursos que ajudam cada vez mais a alcançar o sonho do diploma universitário.

Além de todos os benefícios e facilidades esmiuçados acima, muitas instituições de ensino ainda oferecem diversos descontos no valor das mensalidades, seja por pontualidade, por convênios corporativos, educação continuada etc. Tudo para garantir seu sucesso no mercado de trabalho.

As dicas deste post, certamente, vão ajudá-lo em sua caminhada rumo a conquista do seu primeiro ou novo diploma. Ficou com alguma dúvida sobre financiamento estudantil? Sabe de outros detalhes que não mencionamos aqui? Deixe um comentário e compartilhe com a gente!

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