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Para ingressar no mercado de trabalho, além de ter conhecimento técnico e prático, o candidato a uma vaga deve possuir algumas competências comportamentais. Nos processos de recrutamento e de seleção de colaboradores, quando há profissionais com formações semelhantes, o perfil e a personalidade do indivíduo podem ser fatores decisivos na escolha de quem ocupará o cargo.

Confira, a seguir, 10 das competências comportamentais mais valorizados pelo mercado:

Inteligência emocional

Muitos profissionais são excelentes do ponto de vista técnico, mas deixam a desejar no quesito controle emocional. O colaborador que conhece as próprias emoções e sentimentos e consegue canalizá-los para atingir os objetivos no trabalho tende a ser mais valorizado pelas empresas. Já quem briga em casa e quer descontar a raiva nos colegas do emprego não é bem-visto pelos gestores.

Portanto, conhecer o comportamento humano, desenvolver a empatia (colocar-se no lugar do outro) e saber reagir de forma equilibrada em diferentes tipos de situações são características de quem possui inteligência emocional.

Automotivação

Profissionais que conseguem se automotivar também são valorizados pelo mercado de trabalho. Afinal, nem sempre o colaborador terá alguém por perto para impulsioná-lo a realizar determinada tarefa ou buscar uma solução para um tipo de problema.

A pessoa que se automotiva, como a própria palavra diz, consegue ter motivos para agir. O entusiasmo com o trabalho pode vir de diferentes fontes, como crescer profissionalmente, prover o sustento da família, cumprir um propósito na sociedade, enriquecer financeiramente etc.

Resiliência

No mundo da física, resiliência é a capacidade que alguns materiais têm de, depois de sofrem uma distorção, voltarem ao estado original. De modo simplificado, um elástico é resiliente. No mundo corporativo, resiliência passou a caracterizar a qualidade de quem consegue superar pressões e a resolver problemas.

O profissional resiliente tem alta capacidade de adaptação aos cenários existentes em uma empresa, sejam favoráveis ou não. Ao adquirir essa qualidade, o colaborador consegue manter o foco, a disciplina e o alto desempenho mesmo em situações desafiadoras, que fogem do ritmo normal de trabalho.

Liderança

Engana-se quem pensa que apenas chefes e gestores devem ser líderes em uma organização. As empresas valorizam cada vez mais colaboradores que exercem a liderança dentro das suas respectivas equipes de trabalho.

O profissional que é capaz de motivar os demais e engajá-los na busca por conquista de metas é bem-visto pela direção de uma empresa. Seja qual for o cargo assumido, o exercício da liderança passa pelo conhecimento da área, pela capacidade de motivação e pela confiança mútua.

Trabalho em equipe

No mercado de trabalho, há cada vez menos espaço para individualismo. Como cada colaborador fica responsável por uma etapa da produção ou do serviço, aumentou a interdependência entre os membros de uma equipe. Entre as competências comportamentais exigidas para diversos tipos de cargos, as empresas valorizam a gestão de conflitos e o bom relacionamento interpessoal.

Além disso, quem consegue ter uma visão sistêmica do trabalho e entende que deve oferecer o melhor de si para que a cadeia produtiva siga o fluxo de tarefas com alta qualidade, por meio de repasses bem realizados, costuma ser também valorizado pelas organizações.

Visão de proprietário

Na lista de competências comportamentais valorizadas, muitas empresas colocam a “visão de dono”. O profissional que se preocupa com as entregas das tarefas e com o zelo pela infraestrutura da empresa, como se de fato fosse o dono, é respeitado e valorizado pela companhia.

Da mesma forma, os colaboradores que tomam iniciativa para solucionar problemas buscam fortalecer o intraempreendedorismo e aumentar os resultados positivos da empresa são igualmente reconhecidos pelas organizações.

Capacidade de negociação

Quem assume posições rígidas ou inflexíveis e que não se abre para diálogos só perde dentro de uma organização. Isso porque no rol de competências comportamentais valorizadas está a capacidade de negociação.

O profissional que sabe dar e ouvir feedback, que busca relações de ganho mútuo e que sabe abrir mão de algo pequeno em favor de um objetivo maior da empresa é bem-visto pelos setores de recursos humanos e pelos gestores.

Ética

O “jeitinho brasileiro”, quando usado para o lado negativo — isto é, para denegrir colegas e diretoria, para extraviar algum bem da empresa ou para usar práticas ilícitas ou não recomendadas pelas normas internas —, é reprovado pelas organizações.

Muitas empresas têm os próprios códigos de ética, em que estabelecem os valores e as normas que devem ser seguidos no ambiente organizacional. Via de regra, o respeito mútuo é um dos pilares dos códigos de ética.

Otimismo

Quem nunca ouviu aquela frase “eu não sou otimista nem pessimista, eu sou realista”? Seja qual for a sua posição pessoal, saiba que as empresas valorizam colaboradores que são otimistas, que cultivam o bom humor e que zelam pela harmonia no clima organizacional.

Profissionais mau humorados ou desagregadores não são bem-vistos nas empresas por constantemente desmotivarem a equipe ou verem somente os aspectos negativos das situações. Já colaboradores otimistas ou alegres tendem a ser mais criativos dentro da empresa.

Comunicação

Profissionais comunicativos, que sabem expressar com clareza as ideias e que têm capacidade de argumentação, são também valorizados pelas organizações. O colaborador que busca ser assertivo na comunicação, ou seja, que sabe ponderar e não cai em exageros é bem-visto numa seleção para trabalho e durante o exercício do cargo.

Pelo contrário, quem promove fofocas, causa intrigas ou favorece o surgimento da chamada “rádio peão” fica desprestigiado dentro do ambiente corporativo.

Como você pôde perceber, o mercado de trabalho valoriza uma série de competências comportamentais, que, aliadas ao conhecimento técnico do candidato, servem de critério de escolha em uma seleção de emprego. Por mais que algumas pessoas não tenham algumas dessas características “de nascença”, não significa que não possa desenvolvê-las.

Hoje em dia, muitos cursos e treinamentos auxiliam o profissional a desenvolver competências comportamentais. Até mesmo as próprias organizações possuem programas internos de formação, como sessões de coaching, para aperfeiçoar o perfil dos colaboradores.

Quais competências comportamentais você identifica em si próprio e que contribuem com o seu desempenho profissional? Deixe um comentário contando para a gente. Participe!

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