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Em 2015, o mundo assistiu a cenas que pareciam vir do século XX: milhões de pessoas abandonavam a Síria, país que se encontra em guerra civil, para buscar abrigo em outras regiões, sendo a principal delas o continente europeu. 

Estima-se, segundo dados da ONU, que quase 5 milhões de pessoas tenham saído do país. Além disso, o número de mortos pelos conflitos em setembro de 2016 já passava de 400 mil. 

Porém, mesmo diante de tanta dor e sofrimento, o povo sírio tem deixado muitas lições ao mundo. Com uma admirável capacidade de recomeçar e muita persistência,  eles ensinam que pessoas comuns em situações adversas podem ser mais fortes do que imaginam. 

No Brasil, há cerca de 2.500 refugiados sírios. Além das dificuldades comuns que todo estrangeiro encontra quando está fora de seu país de origem, eles têm se deparado com o desemprego e a necessidade de se reinventarem. 

Separamos, abaixo, 7 questões que podemos aprender com a população da Síria. Acompanhe!

1. Não aceitar o pior

A primeira grande lição que refugiados sírios deixam para o mundo é de não aceitar o pior enquanto ainda houver vida. Mesmo diante das maiores dificuldades que uma nação pode enfrentar, milhões de pessoas lutam por sobrevivência, segurança e dignidade. 

Estar diante de situações extremas pode fazer pessoas superarem limites e enxergarem as coisas sob uma perspectiva mais ampla. Mudar de país, abandonar sua casa e buscar uma nova vida sem ter garantias sobre o futuro é um desafio inédito para a maioria das pessoas, porém representa uma nova chance para quem está vivendo o caos. 

2. Pedir ajuda quando precisar 

Momentos como esse mostram que o outro, mesmo desconhecido, pode nos oferecer aquilo de que estamos precisando. 

Enquanto pessoas choram pela morte de um ente querido, por uma guerra ou pelos mais variados motivos, outros podem estar vivendo os melhores momentos de suas vidas.

Todavia, tanto um grupo quanto o outro compartilham o mesmo mundo e estão propensos a sofrimentos comuns à humanidade. 

É justamente essa efemeridade das coisas que possibilita às pessoas se ajudarem. Pedir ajuda é necessário diante daquilo que não se pode mudar sozinho e faz parte do fluxo da vida de estar ora na posição de ajudado, ora na de quem pode estender a mão. 

3. Tentar até conseguir 

De quantos objetivos você já desistiu na vida por colocar um peso muito grande nos obstáculos? 

Medo, orgulho, falta de dinheiro, desmotivação, crenças limitantes, acomodação. Esses são alguns dos empecilhos que encontramos ao longo da vida e que muitas vezes nos servem de justificativa para desistirmos de algo. 

No entanto, quando paramos para pensar em situações como a dos refugiados, vemos que desistência não é uma palavra que consta no vocabulário deles.

Muitas vezes, precisamos passar por situações extremas para perceber isso, mas ao redor sempre existem provas reais de que nenhum obstáculo é intransponível. 

4. Sempre dá para recomeçar 

Ao longo do tempo, criamos papéis que nos ajudam a formar nossa identidade. Alguns desses papéis são tão fortes que acreditamos, de fato, que definam quem somos. Todavia, existem circunstâncias que nos obrigam a abandoná-los e demandam uma capacidade de recomeçar. 

No caso dos refugiados, ocorre uma nítida ruptura em suas vidas, havendo um antes e um depois com pouca — ou nenhuma — semelhança. 

Para muitos, aprender outra língua, abandonar uma profissão e buscar por qualquer outro trabalho para sobreviver pode parecer algo muito distante, mas para os sírios que se encontram refugiados em outros países, recomeçar se tornou a maior oportunidade de suas vidas.

5. Acreditar nas pessoas, assim como os refugiados sírios

Um dos maiores desafios encontrados em situações de guerra e de violência extrema é o de não perder a própria humanidade. Tanto para soldados quanto para civis, viver essa realidade e continuar acreditando na bondade das pessoas pode ser uma grande dificuldade. 

No entanto, vemos pessoas que, mesmo carregando a dor na sua história, no corpo e na memória, não deixam de acreditar na bondade e nas coisas boas que a vida pode oferecer. É justamente nessa capacidade que mora a essência da humanidade — que deve ser mantida.

6. Cultivar valores em quaisquer circunstâncias

Tão difícil quanto confiar nas pessoas depois de viver situações traumáticas é manter seus valores quando se está em situação de vulnerabilidade como a de um refugiado.

Os valores são as maiores virtudes das pessoas. São eles que aproximam desconhecidos, formam vínculos e criam laços diante das diferenças. Eles são refletidos na forma pela qual uma pessoa age no mundo, bem como em seu caráter e nas suas prioridades. Alguns deles são: honestidade, dignidade, generosidade, etc. 

Cultivar valores que fazem parte da própria formação garante uma sobrevivência que vai além do aspecto biológico. A formação da cultura de um país ou de uma região vem da mistura de valores e da manutenção deles. 

Muitos imigrantes viveram e vivem no Brasil: italianos, chineses, portugueses, senegaleses, árabes, entre outros. Portanto, fazem parte da história e das tradições do país seus valores, da mesma forma que seus costumes e hábitos vão sendo integrados à cultura local.

A generosidade e a receptividade do brasileiro são resultados dos valores compartilhados por essas diferentes realidades, cujas pessoas, independentemente de sua nacionalidade, deixaram suas lições.

7. Ser correto mesmo diante de injustiças

Estar com a razão não torna as pessoas imunes a regras e deveres sociais. Os refugiados da Síria deixaram lições importantes também nesse sentido. 

A busca por trabalho e por vidas comuns, mesmo cientes de que são vítimas de uma injustiça e de uma grave crise humanitária, é exemplo disso.

Ainda que passemos por situações pelas quais não merecemos passar e que o erro do outro nos coloque em cenários onde não gostaríamos de estar, não podemos abrir mão, como seres humanos e cidadãos que somos, do senso coletivo e de nossos deveres. 

“O errado é errado, mesmo que todo mundo esteja fazendo. O certo é o certo, mesmo que ninguém esteja fazendo”.

Esse é um dos grandes aprendizados que a população da Síria tem deixado para o mundo. A busca pela sobrevivência, pela própria segurança e pela defesa de suas famílias não diminui o respeito pelos outros povos e a vontade de vencer na vida sem perder a dignidade.

E você? O que achou de aprender lições importantes com os refugiados sírios? Siga nossa página no Facebook e fique por dentro de mais conteúdos como esse!

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