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Se você acompanhou as eleições presidenciais nos Estados Unidos no ano passado, provavelmente já deve ter percebido que Donald Trump tem diversas posiçoes controversas, que podem trazer consequências inesperadas não apenas para os norte-americanos como também para a economia e a política internacional. Mas como o Brasil é afetado pelo exercício desse presidente? O que os brasileiros precisam saber sobre Donald Trump? Confira:

1. Como as exportações brasileiras serão afetadas

Uma das principais plataformas de campanha de Donald Trump no período das eleições foi a retomada de empregos no território americano. Segundo o presidente eleito, há muitos anos os Estados Unidos firmam acordos de livre-comércio, como o NAFTA, que favorecem a produção de mercadorias em países onde a mão de obra é mais barata.

Para o presidente, é essencial agir de forma mais protecionista em relação à economia norte-americana. Esse foi o principal motivo pelo qual Trump retirou os Estados Unidos das negociações da Parceria Transpacífica, acordo comercial com 11 outros países banhados pelo Oceano Pacífico. O objetivo desse acordo era diminuir barreiras comerciais, facilitando inclusive a importação de produtos estrangeiros por americanos.

E para o Brasil, o que isso significa? Assim como Donald Trump foi protecionista em relação a esse acordo, também o será nas tratativas com outros países, especialmente aqueles que possam representar risco de competição econômica para produtores americanos.

Por exemplo, o Brasil exporta muita soja, milho, suco de laranja, algodão e outras commodities para os Estados Unidos. Seguindo a lógica protecionista de Trump, é possível que sejam implementadas mais barreiras à entrada desses produtos nos Estados Unidos em um futuro próximo, prejudicando nosso comércio exterior.

2. Como Donald Trump pode mudar as regras de emissão de visto para os Estados Unidos

Outra posição de Trump que alavancou o apoio de muitos americanos durante a campanha presidencial foi a implementação de maior rigor na emissão de vistos (turismo, trabalho, residência etc.) para os Estados Unidos. Segundo o então candidato, estrangeiros não apenas tomam o emprego de milhões de norte-americanos como também podem representar ameaça à segurança nacional.

Por essa razão, o departamento do governo federal responsável pelo controle das fronteiras e emissão de vistos já tem colocado em prática padrões mais rígidos de emissão de vistos, suspendendo temporariamente a entrada de refugiados de algumas nacionalidades, cogitando a investigação prévia de postagens em redes sociais de candidatos a vistos, entre outras medidas.

Para os brasileiros, isso pode representar maiores entraves para visitar o país, conseguir vistos de trabalho e até mesmo de estudo. Há pouco tempo, os Estados Unidos cogitavam a hipótese de em breve incluir o Brasil na lista de nacionalidades dispensadas de visto para entrar no país. No entanto, é bastante improvável que isso ocorra no governo de Donald Trump.

3. Para quem quer trabalhar nos Estados Unidos, o cenário ainda é incerto

Ainda no que diz respeito à imigração de brasileiros para os Estados Unidos, esse cenário é ainda mais incerto para quem pretende trabalhar em terras norte-americanas. Donald Trump anunciou rigor na deportação de imigrantes ilegais e tem se esforçado para implementar ainda mais sanções a esse tipo de imigrante.

Segundo o presidente, é imprescindível expulsar imigrantes ilegais do país, especialmente os mexicanos, para que seja retomado o crescimento econômico. Essa, inclusive, é uma das razões para a construção de um muro na fronteira com o México, já que a grande maioria de trabalhadores ilegais nos Estados Unidos é de origem mexicana. Para os brasileiros, isso pode representar não apenas a deportação daqueles que já se encontram em território americano de maneira ilegal como também maior dificuldade na emissão de vistos de trabalho para o país.

4. Volatilidade financeira nos próximos meses

As ações de Donald Trump já têm provocado certa instabilidade financeira nos dois últimos meses, desde sua eleição. Confirmaram-se as expectativas de volatilidade no mercado, já que Hillary Clinton era uma candidata mais afeita ao mercado de Wall Street e com experiência de atuação na regulação econômica, pois ela já foi senadora e ministra das relações exteriores.

No entanto, nem sempre essa instabilidade é ruim para o Brasil. Desde que Trump assumiu a presidência, em meados de janeiro, observa-se uma valorização do real frente ao dólar americano (veja dados atualizados aqui). Isso ocorre por diversos fatores, alguns deles referentes à economia nacional brasileira. No entanto, a volatilidade do mercado americano provoca também a fuga de investimentos dos Estados Unidos para outros mercados, como Brasil, União Europeia e Ásia, entre outros.

Nesse cenário, fica difícil prever o que pode ocorrer em relação a investimentos em dólar e em ações do mercado americano. Donald Trump tem se mostrado um presidente extremamente intervencionista em assuntos econômicos, até mesmo gerando suspeitas quanto ao envolvimento de seus negócios pessoais e familiares nas atividades de Estado, sendo a mais recente polêmica a disputa entre a empresa de sua filha, Ivanka Trump, e a marca Nordstrom. Ou seja, imprevisibilidade é a regra do momento nos Estados Unidos e, consequentemente, também no Brasil.

5. O que esperar das relações políticas entre Estados Unidos e Brasil

Nas relações políticas com o Brasil, no entanto, há pouco o que temer. A relação entre Barack Obama e Dilma Rousseff foi bastante instável e chegou ao seu ponto crítico após as denúncias de Edward Snowden acerca da espionagem americana praticada contra a ex-presidenta.

Em relação ao governo de Michel Temer, espera-se maior proximidade entre dois os países, principalmente devido a essa “página em branco” de ambas as presidências. Os dois presidentes possuem uma pauta de governo bastante motivada pela recuperação econômica, o que pode sinalizar cooperações futuras e acordos comerciais em áreas estratégicas.

Entretanto, dificilmente veremos ambos os países agindo em foros internacionais por pautas mais progressistas, como a redução mundial da emissão de CO2, a implementação de projetos humanitários, ou a redução armamentista e a desmilitarização. Ao contrário, tudo aponta para um momento de maior individualismo nas relações internacionais, se forem analisadas as mais recentes ações de ambos os governos no exterior.

Com essas informações sobre Donald Trump em mãos, fica mais fácil entender como o Brasil pode ser afetado nesse mandato presidencial. E seus amigos? Já sabem sobre essas questões? Que tal compartilhar com eles o conteúdo deste post, no Facebook e Twitter? Participe!

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